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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A lua e suas formas

Eu fui almoçar na casa da minha vó essa semana e conversa vai, conversa vem... a gente falando da faculdade, ela pega uma pasta dela de coisas e me mostra uns poemas que eu fiz quando era criança! Poemas que eu nem sequer sabia que existiam!! Eu ri de mim mesma e das coisas que li... vou mostrar um deles, esse tem a data, inclusive. Eu tinha acabado de fazer 9 anos.





A lua e as suas formas

Lua é uma coisa engraçada,
enche e esvazia
Tem várias formas!
Uma noite está cheia como bola
E outra está vazia

Uma noite está no meio do céu,
Outra noite desaparece
Mas que mistério é esse
que ela some e cresce?

Priscilla Acioly 17/10/2000

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Universidade Brasil



O que eu vejo?
Eu vejo alemães, ingleses, franceses, americanos...
Vejo gente distante que é mais próxima que meus próximos.

O que eu vejo?
Eu vejo tudo, menos brasileiros.


Feito há 5 minutos na aula de prática de interpretação textual. Não fazia parte da aula.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Romeu e Julieta? Que nada...

"(...)
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
(...)
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...
(...)
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz"


Na falta do que escrever, posto aqui essa musica que conheço desde que me entendo por gente (valeu, pai) e que faz parte da minha atual trilha sonora... haha

hasta luego, rs.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sem fim, sem começo

Uma rápida satisfação: eu não abandonei o blog, gente. É que estou sem computador, mas ainda continuo escrevendo em casa. Tenho postado muito pouco por causa das limitações.
Mas só pra não ficar muito ausente do blog, estou postando esse conto de amor (o que não é nem um pouco a minha praia) que, em outro momento, seria impublicável.
haha, enjoy guys.




E no meio das conversas e risadas a gente se beijou - por pensamento, é claro. Foi só quando quebrei o silêncio que o beijo telepático também foi interrompido.

Fizemos amor - embora não tenhamos nos encostado - através das letras de músicas, falávamos o que queríamos sem parecer querer.

Eu sabia o que ela queria, e ela sabia de mim.
Apesar de nenhum dos dois sabermos absolutamente nada.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Vida de Cão

Vejam bem, eu só postei esse esboço (ultra cru e secreto, suscetível a várias mudanças) porque ainda não tive tempo para postar algo decente no mês de setembro.



Meu nome é Hunter e eu sei que parece nome de cachorro. Eu sou um cachorro. Esse mesmo - quatro patas, duas orelhas, um rabo e pêlo curto - que você está pensando. Faz dois anos que eu ganhei um dono - ou, como diria o pequeno Arthur, faz dois anos que ele me ganhou. Ao que parece eu fora algum tipo de produto; algo que os humanos chamam de “presente” e acho que o ritual mais próximo, para o termo presente que temos em nossa cultura é o famoso Osso-Duro-de-Roer. O Osso-Duro-de-Roer tem uma história sensacional, aliás.

[No século IV d.C (d.C é a silga referente ao Cão Mor) um osso meio amarelado e realmente duro foi dado de presente para uma cadela, como cortesia, após ser arrancado numa briga de cães lá pelas bandas do Oriente Médio... desde então, esse gesto vem se repetindo sistematicamente a ponto de em todo o ocidente os cães de todas as raças usarem de tal artifício para cortejar as cadelas que, por sua vez, relacionam o Osso-Duro-de-Roer aos "cachorros-conquistadores" à procuda das "cadelas-sem-critério" - isto é, cadelas fáceis demais. Muitos Linguisticãonistas, inclusive, concluem que é por causa do ritual do "Osso-Duro-de-Roer" que os humanos usem os termos "cachorro" e "cadela" de forma pejorativa ao se referir a outro ser humano.

Desde que me mudei para esse novo lar, eu comecei a observar melhor a raça humana e descobri aspectos interessantíssimos sobre "os sofisticados". Quando o pai de Arthur chega do trabalho, por exemplo, e ele ainda está com o carro fora da entrada do condomínio eu começo a latir (não porque, segundo ele, eu fico feliz com sua iminente presença mas sim porque sei que é a hora do meu rolé está chegando), reconhecendo o velho e caquético Fiat Uno do seu Bené. Meus donos ficam animadíssimos com isso e me acham super inteligente e único - quando na verdade ignoram que qualquer cão tem uma capacidade auditiva incrível e um olfato que possui cerca de 215 milhões de células olfativas a mais do que um ser humano.

[continua... um dia, tomara.]

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Prazer, Dudu.



Você é o tipo de pessoa que tem problemas quando conhece um amigo novo e tem que repetir seu nome pelo menos umas três vezes até se fazer entender? Então bem-vindo ao meu mundo. Bom, não que eu tenha um nome alienígena ou algo do tipo. As pessoas simplesmente não acreditam que o meu nome é o nome que eu digo. Algumas vezes (e não são poucas) sou constrangido a comprovar com a identidade.

Meu nome é Dudu. Meu Pai escolheu esse nome porque sabia que colocando 'Eduardo' todos acabariam por me chamar Dudu mesmo. Papai é um homem prático, sabe? Chegou no cartório decidido.

Flash-back:
- Pode pô aí o nome do menino: Dudu.
- Perdão, senhor?
- Isso mermo, o garoto vai se chamar Dudu.

A única coisa que o pobre homem do cartório poderia fazer - além de desconfiar que meu pai andara bebendo - era concordar, e rápido! Afinal de contas meu pai já naquela época tinha um aspecto intimidador com seus quase dois metros de altura e trícepis e bícepis invejáveis até mesmo para o Incrível Hulk. E, veja lá, o cartório não ia querer briga com o negão.

A escolha do nome foi feita por minha mãe. Ela queria Eduardo mas, por uma síncope, aceitou a sugestão muito estúpida de papai. Na escala hierárquica da família mamãe sempre foi muito autoritária com papai, que, por sua vez, sempre foi muito autoritário comigo. Eu tentei ser autoritário com Gugu, o nosso cão.

Simulação:
- Gugu, xixi ali, agora!
Eu aponto inocentemente o jornal para meu querido cão. Ele me fita os olhos arrogante, levanta uma das patas e urina no carpete totalmente alheio a mim. Depois sai feliz da vida abanando o rabo em direção ao quintal, como quem aproveita um belo dia de verão.
Ao passo que, posso conlcuir, até Gugu tem mais dignidade que eu lá em casa.

Bom, eu poderia me prolongar aqui, para vocês me conhecerem melhor. Mas não dá. Então, para concluir, eu dizia que papai resolveu por meu nome de Dudu para evitar que o apelido se sobrepôsse ao nome. Bela idéia de meu pai. Desde que pisei meu primeiro pé no ensino fundamental meu apelido agora é Eduardo.
Hasta la vista, baby.

Moral da história: ensino fundamental é um inferno.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Priscillidade




Oi, gente. Acho que estou deixando esse blog muito abandonado. Vontade de escrever e idéias não me faltam, juro. Mas é que, sei lá, estou só sem-vergonha mesmo. Eu também estou achando esse blog muito sem critério; ora escrevo coisa irrelevante, ora escrevo contos... e bla bla bla. Bem, portanto vou apresentar para vocês o meu outro blog que eu não tinha publicado a ninguém. E esse sim, é um blog onde eu posto apenas coisas mais... bom, eu não sei como eu classificaria. Mas é algo que eu chamaria de "escritos conscientes", são textos pensados para se fazer literatura e, enfim... pelo menos tentar. Então vocês podem dar uma conferida:

http://www.a-aumentadoradepontos.blogspot.com/

É isso então. E, por ora, esse blog dos devaneios fica só com os temas easy, sem muita preocupação... certinho?
Se eu quiser mudar depois, eu mudo de novo... metamorfose ambulante; sempre.